sábado, 2 de julho de 2011

Ex-presidente Itamar Franco morre em São Paulo aos 81 anos


Morreu neste sábado, em São Paulo, o ex-presidente da República Itamar Franco. Aos 81 anos, o político cumpria mandato até janeiro de 2019 no Senado Federal. Antes prefeito de Juiz de Fora (MG) e senador em três oportunidades, Itamar Franco chegou à Presidência após a renúncia de Fernando Collor de Mello, em 1992. Após deixar o Planalto, foi governador de Minas Gerais. Itamar foi diagnosticado com leucemia em maio e, durante o tratamento, contraiu uma pneumonia, que se agravou.

Filho de Augusto César Stiebler Franco e Itália Cautiero Franco, Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu a bordo de um navio em 28 de junho de 1930. O pai de Itamar havia morrido meses antes de seu nascimento e sua mãe registrou o filho em Salvador (BA), onde morava um tio. A família era de Juiz de Fora e ele se mudou para Minas Gerais com poucos meses. No município, cresceu e se formou em Engenharia Civil em 1954. Foi durante o curso que iniciou sua vida pública, participando da política estudantil.

Ainda na década de 50, se filiou ao PTB e tentou se eleger vereador e, depois, vice-prefeito em Juiz de Fora. Com o golpe militar em 1964 e a instalação de um regime de bipartidarismo, Itamar migrou para o MDB, sigla pela qual conquistou seu primeiro mandato eletivo, na prefeitura de Juiz de Fora, em 1967. No pleito de 1972, foi reeleito, mas deixou o cargo um ano depois para concorrer, com sucesso, a uma vaga no Senado - sendo reeleito em 1982, já no sucessor do MDB, o PMDB. Em 1986, sem apoio para ser candidato ao governo mineiro em seu partido, se filiou ao PL, mas foi derrotado por Newton Cardoso, candidato de sua ex-agremiação.

Com a derrota, Itamar voltou ao Senado para cumprir o restante de seu mandato, que ia até 1990. No período, participou da Assembleia Nacional Constituinte e das campanhas para a volta das eleições diretas. Em 1989, trocou novamente de sigla e foi para o desconhecido Partido da Reconstrução Nacional (PRN), para ser candidato à vice na chapa de Fernando Collor de Mello, que saiu vencedora.

De vice a chefe da nação
Na vice-presidência, Itamar criticou atos de Collor, como os processos de privatizações, mas se manteve discreto. Com o surgimento das denúncias de corrupção contra o governo e o início da campanha pelo impeachment do presidente, a figura pacata de Itamar ganhou espaço.

Em setembro de 1992, quando a Câmara decidiu autorizar a abertura do processo contra Collor, Itamar assumiu a vaga interinamente. Três meses depois, o presidente renunciou ao cargo e o mineiro foi conduzido à Presidência, sem uma posse formal.

Na Presidência da República
Itamar Franco assumiu o País com uma inflação de 1.100%, que chegaria a 6.000% no ano seguinte. Em meio à crise, o presidente trocou o comando do Ministério da Fazenda diversas vezes, até que Fernando Henrique Cardoso, então ministro das Relações Exteriores, assumiu a pasta com um projeto para a implantação do Plano Real.

Com o plano, era criada uma unidade real de valor (URV) para todos os produtos, desvinculada da moeda vigente na época, o Cruzeiro Real. Cada URV correspondia a US$ 1. O modelo conseguiu atrair capitais estrangeiros e foi exitoso no combate à inflação em um curto período. Apesar de ousada, a medida estabilizou a economia brasileira.

Com o sucesso do real, Itamar elegeu Fernando Henrique Cardoso seu sucessor em 1995 e deixou o Palácio do Planalto com altos índices de aprovação. No período até a eleição seguinte, Itamar foi embaixador em Portugal e na Organização dos Estados Americanos (OEA), nos Estados Unidos.

No início de 2011, Itamar Franco foi entrevistado em uma série do canal Globonews com ex-presidentes da República. Na ocasião, ele afirmou que seus feitos durante o governo não eram lembrados pelos críticos na atualidade. "Esqueceu-se e, aliás, se esquece, de que eu entreguei o País democraticamente. Ninguém fala, ninguém fala. Só falam de mim 'é o cabelo (caracterizado por um topete), é o não sei o que, é o Carnaval', essas bobagens. Mas esqueceram que eu fiz uma reunião logo de início, no Alvorada, com todos os presidentes dos partidos e fiz a seguinte proposta, a todos: 'olha, eu assumi o governo pela Constituição e pela vontade de Deus, mas estou disposto, se os senhores entenderem, eu estou pronto a convocar as eleições'".

No Carnaval de 1994, Itamar foi fotografado ao lado da modelo Lílian Ramos em um camarote na Marques de Sapucaí, no Rio de Janeiro, após ela desfilar por uma agremiação. A polêmica ficou por conta de a modelo estar só de camiseta e sem calcinha, detalhe evidenciado pelo ângulo das imagens.

O governo em Minas Gerais
Após sair do governo, Itamar se tornou um crítico da política de Fernando Henrique Cardoso. Em entrevista à Globonews, ele destacou como uma das principais críticas a reeleição, estabelecida no Brasil após a Constituição ser alterada no governo FHC. "Jamais ele disse que seria candidato à reeleição. Eu considero até hoje um grande mal, quebrou a ordem constitucional brasileira. Na reeleição, você não distingue se é presidente, se é candidato", afirmou. Além disso, ele afirmou que, logo após deixar Brasília, ficou incomodado com o fato de o real ser associado apenas a FHC, e não ao seu mandato. "Se ele quiser ficar com o Plano Real para ele, ele fica", afirmou.

Ao retornar ao Brasil e ao PMDB, o político tentou se lançar candidato à Presidência para as eleições de 1998, mas encontrou resistência no partido, que apoiaria a reeleição do tucano FHC. Decidiu, então, tentar o governo de Minas Gerais, e foi bem sucedido.

O início do governo foi turbulento. No primeiro dia, Itamar decretou a moratória para renegociar a dívida do Estado, gerando uma crise com a presidência do Banco Central. A suspensão do pagamento da dívida durou pouco mais de um ano e gerou retaliação por parte do governo federal, que suspendeu repasses como o do Fundo de Participação dos Municípios.

Outros episódios que marcaram o governo Itamar em Minas foram a retomada, por meio judicial, do controle acionário da estatal elétrica Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), parcialmente vendida no governo anterior, de Eduardo Azeredo (PSDB), e a reação de Itamar após a intenção do governo federal de privatizar a estatal Furnas, projeto que não foi levado adiante. Após a eleição de 2002, na qual apoiou Aécio Neves (PSDB) para ser seu sucessor, Itamar foi nomeado embaixador brasileiro na Itália.

A volta ao Senado
De volta ao Brasil após deixar a embaixada na Europa, Itamar tentou se candidatar a presidente pelo PMDB em 2006, mas desistiu para retornar ao Senado Federal. Acabou perdendo a indicação do partido para Hélio Costa. Em 2007, ele assumiu a presidência do Conselho do Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais.

Em 2009, sinalizando intenção de disputar a sucessão presidencial no ano seguinte, Itamar Franco se filiou ao PPS e declarou seu apoio a Aécio. No discurso de filiação, ele ainda criticou o presidente Lula e o PT. Mais tarde, Aécio e Itamar anunciaram suas candidaturas ao Senado e foram eleitos, derrotando o petista Fernando Pimentel.

Ao voltar a Brasília, Itamar passou a integrar a comissão da reforma política da Casa e defendeu o fim do voto obrigatório e a reeleição. Ele também defendeu um veto à possibilidade de retorno de um político que cumpriu dois mandatos no Planalto. "Quem já foi presidente duas vezes não poderia concorrer mais. Vamos dar oportunidade a outras pessoas. O cidadão fica oito anos no poder e quer voltar?", disse.

A descoberta da leucemia
Em 25 de maio de 2011, Itamar Franco anunciou que um exame de rotina o diagnosticou com leucemia em estágio inicial. Ele se licenciou do Senado por 30 dias e se internou no Centro de Hematologia e Oncologia do hospital Albert Einstein, em São Paulo.



FONTE: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5150119-EI7896,00-Expresidente+Itamar+Franco+morre+em+Sao+Paulo+aos+anos.html

Acordo entre governo e sindicato põe fim à greve dos professores


Acordo entre governo e sindicato põe fim à greve dos professores

Após 34 dias de greve, os professores estaduais decidiram colocar ponto final ao movimento, a partir da assinatura de um acordo firmado entre o sindicato da categoria e governo do Estado.

A assinatura ocorreu no gabinete da Procuradoria Geral do Estado (Prog) com a presença do Secretário de Estado da Educação interino, José Maria Lobato e diretores do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap).

O presidente do sindicato reconheceu o empenho do governador em querer resolver o problema, e por isso os encontros sempre demonstraram harmonia até que houve entendimento e conclusão para por fim ao movimento de greve.

O sindicalista ressalta ainda que a partir de agora, a entidade vai trabalhar junto a Secretaria de Educação para promover a reorganização do calendário escolar. Rui Valdo garantiu que a partir desta quarta-feira, 22, os professores retornam as escolas para suas atividades normais.

O secretário interino da Seed, José Maria Lobato, comemorou a assinatura do acordo e fim da greve, conclamando aos estudantes para voltarem às salas de aula nesta quarta-feira, 22.

Segundo ele, o mais difícil nesta negociação foi vencer algumas intransigências do sindicato, mas com a assinatura do governador Camilo Capiberibe ouve entendimento entre as partes com revogação do Artigo 3º da Lei 1540.

Para o secretário de Educação, o ano letivo foi prejudicado com a greve, mas que as alterações serão feitas apenas no final do ano com prorrogação das aulas para os meses de dezembro deste ano e janeiro de 2012.

O procurador geral do Estado, Márcio Figueira, ressaltou o avanço em vencer na rodada de negociação algumas exigências impostas pelos sindicalistas em determinados pontos durante as reuniões que pretendiam acabar com a paralisação.

De acordo com Márcio Figueira, o governo não tinha condições de arcar com o reajuste de 6,57% para a educação. Segundo ele, o mais importante foi garantir o direito dos estudantes em ter aulas.

Para firmar a assinatura do acordo, as exigências foram estudadas no documento que previa o ajuste, mas garante o que foi acertado ficou satisfatório para todas as partes, embora a categoria tivesse aberto mão de algumas exigências.

O acordo assinado entre GEA e o Sindicato da Categoria, prevê ainda, Pagamento referente à atualização dos valores de progressões e promoções a partir do mês de julho de 2011 e o parcelamento do retroativo em 24 vezes; os processos de promoção funcional não mais serão submetidos ao crivo da Procuradoria Geral do Estado do Amapá (PROG) sendo garantido os tramites anteriores. A categoria reclamava que ao passar pela Procuradoria esses processos se tornavam mais demorados, a partir de agora as progressões da categoria terão maior celeridade.

A partir desse acordo o SINSEPEAP passará a participar da elaboração da portaria da SEED que regulamentará os processos internos de devolução de educadores. Assim, como a categoria foi convidada a se fazer presente em todas as ações da Secretaria com mais frequência, e assim contribuir para um processo de educação democrática desse Estado.

Haverá ainda, o corte de um padrão na base da tabela salarial para outubro de 2011, mesmo com os 3% já garantidos pelo Governo do Estado.

Da Redação
Agência Amapá

sábado, 28 de maio de 2011

FIQUE POR DENTRO - MARÇO-ABRIL

Por F. LOPES*

PROMOTORA DE JUSTIÇA DE LARANJAL FAZ RECOMENDAÇÃO
Na hora: a Promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Laranjal do Jari, Dra. Fábia Nilci enviou uma recomendação às escolas do município laranjalense contendo as medidas que os diretores, pedagogos e professores devem tomar mediante as indisciplinas, atos infracionais e crimes cometidos pelos alunos. O procedimento tomada pela Promotora é uma prevenção contra os problemas ocorridos no âmbito escolar e que na maioria das vezes os profissionais da educação não sabem como resolvê-los adequadamente. O documento explica, por exemplo, o que é indisciplina escolar e o que ato infracional.

ENDIVIDAMENTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS
Grande parte dos servidores do Estado do Amapá e de Laranjal do Jari está com os seus salários comprometidos em mais de 30%. Estranhamente, há casos de funcionários da PMLJ que estão com 100% dos seus salários comprometidos. O RH da Prefeitura de Laranjal precisa rever a concessões de financiamentos e empréstimos, pois um servidor que não tem saldo positivo no seu contracheque dificilmente terá condições de prestar seus serviços a contento. No final das contas quem perde é a população. Enquanto isso os bancos e instituições financeiras fazem festa com os juros!

ENDIVIDAMENTO 2
Enquanto os servidores se atolam em dívidas, o SISPUMLAJ (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de L. do Jari) continua tendo no VALE-COMPRAS o seu carro-chefe. O VALE do SISPUMLAJ tornou-se a segunda moeda dentro do município, sendo aceita em vários estabelecimentos comerciais. Ao invés de contribuir para o endividamento, o sindicato poderia lutar ainda mais por melhorias dos trabalhadores junto à PMLJ ou buscar parcerias com outras instituições para que pudesse contemplar os associados com planos de saúde e outros benefícios. É apenas uma reflexão!

DINHEIRO VIVO
55% dos trabalhadores brasileiros recebem o salário em dinheiro vivo, ou seja, não precisam ter intermediações bancárias. Sorte dessa maioria que não é obrigada a pagar taxas absurdas nem pegar filas quilométricas em bancos!

MULTAS DO MEIO AMBIENTE NÃO SÃO PAGAS
Um dado superinteressante. Menos de 1% (exatamente 0,75%) das multas ambientais do IBAMA não são pagas. Segundo a revista Veja, a maioria é inócua porque aplicada a empresas que atuam na ilegalidadde ou não temem cair nessa situação.

MORTES DE MOTOQUEIROS AUMENTA 754%
Está explicado o porquê de o valor do Seguro Obrigatório de uma motocicleta ser três vezes maior que o de um automóvel. Somente na última década o número de mortes de motociclistas aumentou 754%. De cada 100 mil motoqueiros, 88 morrem no trânsito todos os anos. Laranjal do Jari e adjacências devem acompanhar essas estatísticas trágicas, entretanto reais.

TRAGÉDIA E DESASTRE APENAS NO DICIONÁRIO DE POLÍTICOS
Políticos adoram utilizar as palavras “tragédia” e “desastre” para conceituar as enchentes nas áreas baixas da cidade laranjalense. É certo que a subida do nível das águas causa prejuízos para quase todos, mas há gente torcendo para que as águas inundem cada vez mais. Na pior das tragédias sempre haverá alguém se beneficiando, infelizmente. O que ocorreu no Japão realmente foi um desastre, entretanto aquela população mostrou ao mundo como se comporta uma nação educada: sem roubos, sem saques, sem desespero, sem políticos tirando proveito da situação.

Uma década de opiniões, debates, erros e acertos, críticas e elogios...10 anos se foram no JVJ

Por F. LOPES*

Há exatos 10 anos eu começava a escrever colunas de opinião neste jornal. Quando a gente emite opinião sobre algum fato ou alguma coisa sempre terá uma parte dos receptores contente e outra descontente. Há também o risco, embora muito pequeno, de desagradar a todos os leitores. Eu, orgulhosamente, nunca consegui esse feito, pois para isso teria que ser um péssimo colunista, daqueles que são incoerentes, contraditórios e que mudam de opinião a cada parágrafo. Eu ainda não consegui mudar radicalmente de opinião nos últimos dez anos, quem sabe não mudarei nos próximos 20 ou 30! A minha dificuldade em mudar de posicionamento talvez consista no fato de que tenho pouco contato com políticos!
Esse é mais um aniversário que passa despercebido e nem faço questão de comemorá-lo. Até poderia usá-lo como pretexto para juntar os amigos em torno de uma mesa de bar para tomar algumas cervejas e aparecer na coluna social do jornal, entretanto, detesto subterfúgios.
A primeira vez que escrevi coluna de opinião foi em 1990, na Tribuna de Santa Maria. Estava na tenra idade na qual, dizem os estudiosos da mente humana, a pessoa ainda não tem uma personalidade totalmente formada, mas lá estava eu propagando as mesmas opiniões que emito nos dias atuais: fazendo críticas sobre políticos desonestos, deficiências na segurança pública, na saúde e na educação. O que mudou foi a forma como escrevo. É lógico que no ímpeto da juventude somos muito mais afoitos, radicais e intransigentes.
Durante esta década tive a oportunidade de abordar diversos temas. Já discorri sobre assuntos altamente polêmicos e outros menos intrigantes através dos quais me aproximei de leitores, fiz grandes amizades, conquistei admiradores e até alguns desafetos momentâneos. O fato é que nunca deixei de opinar sobre qualquer situação, por mais embaraçosa e complexa que pareça ser. Gostaria de aproveitar o ensejo para agradecer nominalmente aos vários leitores que acompanham assiduamente a minha coluna, mas correria um enorme risco de cometer uma grave injustiça.
Nesta semana o Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade a união gay, agora também conceituada como união homoafetiva. Na prática, o STF equiparou os relacionamentos heterossexuais aos homossexuais, viabilizando para os homossexuais direitos como pensão, aposentadoria, herança, adoção de filhos e plano de saúde. Já o casamento civil entre pessoas de mesmo sexo ainda é uma incógnita, visto que não foi apreciado pelo STF, entretanto é provável que o reconhecimento da união estável entre homossexuais seja o primeiro passo para que no futuro eles venham conquistar o direito a uma certidão de casamento. O casamento entre gays é um assunto que estremece os pilares das igrejas cristãs mais conservadoras, muito embora tenham que conviver com as denúncias de pedofilia dentro dos seus próprios muros.
Outros assuntos de grande repercussão foram a morte do terrorista Bin Laden e o massacre provocada pelo covarde Wellington Menezes, de 23 anos, numa escola do Realengo, no Rio de Janeiro. Mantendo a tradição contemporânea, os especialistas em comportamento humano esmeraram-se em buscar uma explicação para o absurdo. Parece que conseguiram: o jovem sanguinário teria sofrido bulling (palavra inglesa que significa uma situação que se caracteriza por atos agressivos verbais ou físicos) na própria escola onde resolveu retornar para cometer a barbárie.
Com o massacre, o assunto bulling veio à tona, causando preocupação principalmente em professores e pais de alunos. Apesar de combatida pelos educadores, a depreciação entre os alunos através de apelidos e xingamentos é uma prática comum em todas as escolas brasileiras e difícil de ser erradicada porque foge do alcance dos professores, tendo raízes na educação familiar. O problema só será resolvido quando as famílias adotarem uma nova postura em relação a educação dos seus filhos já nos primeiros anos da criança e quando as autoridades e a sociedade civil organizada voltar a legitimar a autoridade do professor em sala de aula.
Por enquanto é só isso. Espero que estejamos juntos pelas próximas décadas. Veja mais artigos, colunas, poesias, frases e pensamentos em http://www.recantodasletras.com.br/autores/ivanlopes. Um cordial abraço!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FIQUE POR DENTRO


Por F. LOPES*


WAGNER OLIVEIRA

A nomeação de Wagner Oliveira para ocupar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMMATUR foi uma das mais acertadas decisões da Prefeita Euricelia Cardoso, pois a habilidade e o desempenho profissional de Wagner é unanimidade em todos os locais onde tem prestado seus serviços. Se quiser continuar acertando, a gestora terá que fazer outras substituições, a começar pela Secretaria de Administração e Planejamento. Aliás, essa vaga poderá ser ocupada de forma merecida por Wagner Oliveira no futuro.

ANTÔNIO ENFERMEIRO

Com os ânimos exaltados, o vereador Antônio Enfermeiro aproveitou-se da oportunidade concedida por um programa de rádio local para criticar a prefeita Euricelia Cardoso (Laranjal do Jari) e na empolgação chegou a sugerir a gestora municipal que pedisse a própria demissão. Antônio Enfermeiro, que está longe de ser um habilidoso comunicador ou redator, chegou a se oferecer para redigir a carta de renúncia de Euricelia num ato de extremo narcisismo!

EURICELIA REBATEU
Diz o ditado popular: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Ao retornar ao município Euricelia usou dos microfones da rádio para rebater as críticas do vereador Antônio Enfermeiro. A gestora disse que existe uma diferença infinita entre os seus princípios morais e éticos e os do vereador. Euricelia definiu a sugestão de A. Enfermeiro, para que ela pedisse exoneração, como medíocre. A gestora disse que, pelo que observou nas palavras do vereador, ele levaria cerca de alguns meses para redigir a carta de renúncia!

O SALDO DO DOS ATAQUES

Ficou evidente que os insultos entre o vereador e a gestora municipal acabaram atingindo os objetivos do programa de rádio e enfraquecendo ainda mais as duas lideranças políticas. Também ficou explicitado o comportamento narcisista de ambos. De um lado, o vereador considerou-se inteligente e independente porque foi capaz de ser aprovado num concurso público do Estado/AP, e do outro a prefeita relembrou os seus triunfos, sendo inclusive a única reeleita na história laranjalense. Euricelia levou a melhor porque é mais expressiva e preparada politicamente, mas outra vez o município saiu perdendo.

A INSENSATA VINGANÇA

Os moradores do Vale do Jari não elegeram nenhum representante para o legislativo estadual e federal. Os deputados estaduais Manoel Mandi e Meire Serrão não conseguiram se reeleger. Alguns entendem que a derrota dos representantes da região foi uma manifestação dos eleitores contra a atuação apática dos candidatos do Jari. O fato é que mais uma vez os garimpeiros de votos que só aparecem na região às vésperas das eleições se deram bem e que pelos próximos 4 anos não teremos a quem reclamar. Estaremos órfãos de representantes legítimos!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Atraso no pagamento dos servidores é conseqüência da queda dos recursos do FPM de Laranjal, explica o Secretário de Finanças Paulo Jorge.

(IVAN LOPES)

Em entrevista a uma rádio local, o Secretário de Finanças do município de Laranjal do Jari, Paulo Jorge explicou que o adiamento nas datas dos pagamentos dos servidores municipais é conseqüência de uma crise financeira temporária enfrentada pela Prefeitura laranjalense causada pelas seguidas quedas na arrecadação do FPM (Fundo de Participação do Municipios) e até do FUNDEB (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério). PJ informou ainda que a arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) que será feita a partir de setembro próximo junto aos moradores da cidade de Laranjal compensará as perdas sofridas pela PMLJ no momento. A estimativa é que a Secretaria de Finanças consiga arrecadar o montante de quase 500 mil reais referente ao ano em curso. O Secretário de Finanças também espera que o município arrecade quase 3 milhões de reais referentes aos últimos quatros anos do imposto. O imposto referente aos demais anos anteriores serão perdoados pelo município, pois o prazo para a cobrança prescrever é de 5 anos. Paulo Jorge também fez referência as especulações políticas e fez importantes esclarecimentos sobre a situação da Prefeitura de Laranjal do Jari. “O TCE fez auditorias na nossa administração e não encontrou nenhuma irregularidade. Que isso sirva de exemplo para os conselheiros do FUNDEB e para a Câmara Municipal”, declarou.

(MAIS INFORMAÇÕES NA PRÓXIMA EDIÇÃO DO JORNAL VALE DO JARI, EDIÇÃO DE AGOSTO DE 2010).

Análise dos programas eleitorais, feitas pelo publicitário Diniz Sena, em seu blog.

Análise dos programas eleitorais, feitas pelo publicitário Diniz Sena, em seu blog.


Alguns pontos aqui. Leia completa em http://blogdodinizsena.blogspot.com/

Vou, como um espectador que entende um pouquinho de propaganda eleitoral, dar minha modesta opinião sobre o principais programas de TV. Vamos lá.

Camilo: Um programa padrão. Sem muitos erros, mas sem a ousadia que o candidato encarna. Camilo ainda precisa passar mais sinceridade na sua fala que ainda é muito técnica.

Pedro Paulo: Um programa ruim, picotado, cheio de cortes e confuso. Se um turista visse o programa acharia que ele era candidato a tudo, menos a Governador. PP parecia mais o apresentador do programa que o próprio candidato. E, sem falar é claro, da péssima escolha de colocar logo o seu ponto mais fraco no centro dos debates. Tentar convencer a população que a saúde do Amapá “está melhorando a cada dia” é algo difícil de engolir.

Jorge: #Fake!!! Jorge Amanajás andando na ponte e abraçando criancinha catarrenta pra mostrar que é humilde foi pesado. Nada mais a declarar!!!

Lucas: Pouco tempo, mas a peça inicial foi muito boa. A melhor coisa deste primeiro dia de propaganda. Mas me incomoda muito a idéia de fundo em Chroma, ainda mais quando é um daqueles modelos prontos que o editor com preguiça puxa do ‘Premiere’ pra não ter trabalho de produzir um fundo adequado ao candidato. Lucas fala manso, passa firmeza na voz, mas tem que ter cuidado pra não exagerar nas pausas. Bom programa, principalmente pelo tempo curto.

Resumindo: Camilo e Lucas foram os melhores programas do primeiro dia. Diretos, sem se perder no tema e com mensagens fáceis de entender e diretas.

Jorge e PP desapontaram, programas chatos, sem (com o perdão da palavra) harmonia, cheio de cortes e com falas longas e sem objetividade.

SENADO

Nos programas dos Senadores, dois deles mataram a pau: Gilvam e Waldez. Excelentes programas.

Em minha opinião, Gilvam apresentou o melhor programa até agora, incluindo os candidatos ao Governo. Boa edição, história curta, trilha correta para a fala mansa. A fotografia de “Dona Cícera” foi perfeita. Bom programa.

Waldez é o que tem mais tempo e soube aproveitar bem. Foi o único candidato majoritário a usar um cenário para gravação de suas falas. Boa escolha. A brincadeira com o “1, 2, 3 Waldez” pode pegar, boa sacada. No mais um programa redondinho, com uma boa apresentação, poucas falas do candidato e um tema central bem definido.

O programa de Randolfe foi bom, mas as “caras e bocas” que eles fez quando estava sendo filmado foi muito engraçado. Ele tava visivelmente incomodado com a câmera.

Professor Marcos foi, no programa da noite, o franco atirador, falando o que o Capi não pode falar. Cuidado com essa lógica Marcos, você fez um bom programa pela manhã. Seu principal trunfo está em ser o único candidato do PT, o único do mesmo partido de Lula e Dilma… #ficaadica

Capi é bom. Seu programa não precisa fazer muito pra mostrar sua competência. Programa redondo, visivelmente feito com mais carinho do que o do candidato a governo.

O pior programa de todos os majoritários (Governo e Senado) foi, sem dúvida o do Senador Papaléo. Sem comentários.

Isto tudo aqui é só a MINHA opinião. Não trabalho em nenhuma campanha majoritária e por isso estas opiniões são de um eleitor que assistiu aos programas de forma isenta.

Diniz Sena

domingo, 8 de agosto de 2010

Depois de ocupar o mercado de trabalho, as mulheres também lotam os presídios do Brasil

Por F.Lopes


Direitos iguais foi uma conquista das mulheres, inclusive das brasileiras. Nas últimas décadas elas conquistaram grandes avanços pessoais, profissionais e financeiros. Elas já são responsáveis por quase metade da nossa economia e ocupam com grande habilidade os mais altos cargos executivos e políticos do nosso país, entretanto, uma grande parcela do gênero feminino está enveredando por um caminho sem volta: da criminalidade e especialmente do tráfico de drogas. As estatísticas mostram que nos anos 70 os crimes mais praticados pelas mulheres eram os Passionais, ou seja, eram aqueles ligados a questões sentimentais e afetivas como ciúmes e paixões entre parceiros.
Quatro décadas depois tudo mudou. As mulheres passaram a ter os mesmos direitos civis. Nenhuma delas perde a “honra” quando deixa de ser virgem nem os seus parceiros são inocentados quando as matam para se vingar de uma traição. O romantismo tão escasso dentre os seres do sexo masculino também deixou de ser a única motivação para que o sexo frágil freqüentasse os cárceres. Segundo dados fornecidos pelo Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça – DEPEN, cerca de vinte e oito mil mulheres cumprem pena em todo o país, ou seja, 5 a 6% do total de presos no Brasil, que somam atualmente mais de quatrocentos e vinte mil.
Os direitos são também aparentemente iguais no mundo da criminalidade, pelo menos, na prática dos delitos, pois estudiosos do assunto alegam que na hora da negociação para se livrar da cadeia as mulheres acabam levando desvantagem em razão do menor poder aquisitivo e da possibilidade de retaliação. “O fato das mulheres ocuparem posições subalternas ou menos importante na estrutura do tráfico, por exemplo, tendo poucos recursos para “negociar sua liberdade” quando capturadas pela polícia, sem condições para a contratação de um defensor, contribuiu para se "explicar" ou tentar "justificar" parcialmente este aumento e conseqüente mudança”, alega Elizabeth Misciasci
O aumento de mulheres presas na última década se deu pelo grande número de condenações por posse, uso e tráfico de drogas. O perfil das presidiárias foi mudando. Hoje, as mulheres criminosas são capazes de cometer os mesmos tipos de crimes que praticam os seus companheiros.
Das quase 30 mil presidiárias brasileiras, mais de dez mil estão presas por tráfico de drogas. Quase 80% delas têm o mesmo perfil: são jovens, bonitas e de classe média, segundo estatística que faz parte de um levantamento conjunto da Polícia Federal, Departamento de Narcóticos de São Paulo e Ministério das Relações Exteriores. Esse perfil comprova uma nova realidade: Essas mulheres enveredam para a criminalidade em busca de conseguir dinheiro fácil e pela credibilidade na hora do embarque, já que em geral os policiais e fiscais são pessoas do sexo masculino, e que de forma cavalheira, acabam relaxando nas vistorias das bagagens daquelas que nos acostumamos a considerar “sexo frágil”. A acomodação dessas criminosas é mais um problema para os governantes, pois exigirá a construção de novos presídios com estrutura adequada às necessidades femininas, além do mais será mais um fator relevante para a desestruturação da entidade família, pois, o que esperar de uma criança cuja figura materna está ligada a crimes tão hediondos como o tráfico de drogas? Que resposta terão as feministas de plantão? Conseqüência dos direitos iguais ou da desigualdade de direitos entre homens e mulheres? Talvez se homens e mulheres tivessem direitos e obrigações realmente iguais, sem considerar que procedimentos iguais fossem por um dos gêneros considerados constrangimento, não teríamos mais um grande problema social.


*F. LOPES é professor, pedagogo, acadêmico de Letras e membro da Academia Laranjalense de Letras. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br).

FIQUE POR DENTRO

AS CURTINHAS DO MÊS DE JULHO PUBLICADAS NO VALE DO JARI - COLUNA FIQUE POR DENTRO

Por F. LOPES*


1ª GINCANA AMBIENTAL
A 1ª Gincana Ambiental de Laranjal do Jari obteve sucesso de público e participação. Parabéns aos organizadores pela brilhante iniciativa. Infelizmente somos obrigados a observar as falhas existentes no regulamento das competições. A modalidade redação Ambiental, por exemplo, apresentou diversas omissões quanto aos critérios para avaliação e no geral também houve falhas graves que precisam ser corrigidas nas próximas edições.

HIPOCRISIA NA IMPRENSA: SEJA JORNAL OU RÁDIO
Outro dia ouvi um radialista criticando os jornais sob a argumentação de que os veículos impressos resumem suas atividades ao ato de publicar releases entregues pelas assessorias dos governos. Quanta ironia! Até parece que as rádios estão isentas dos conchavos políticos! É pura hipocrisia se falar de liberdade de imprensa em rádios que pertencem a grupos políticos. Se existe um assunto que tenho respaldo para discutir chama-se autonomia e liberdade de imprensa, pois para discutir comigo tem que ser mais justo e mais honesto do que eu. Posso até estar errado, mas jamais contrariei minha filosofia de vida para me dar bem com governantes. Jamais também tive o hábito de cuspir no prato que como. Conheço gente que cresceu nas rádios piratas e assim que conseguiu um lugar numa emissora regularizada passou a perseguir os ex-companheiros. É uma vergonha. Quem tem o telhado de vidro não joga pedra no dos outros!

COORDENADORIA DA IGUALDADE SOCIAL: AVANÇO OU RETROCESSO?
Depois da Coordenadoria da Mulher, Laranjal do Jari ganhou a Coordenadoria da Igualdade Racial. Sempre me posicionei contra qualquer ação que venha segregar a nossa sociedade. Numa atitude aparentemente solidária e humana, estamos separando as pessoas conforme o sexo, a cor da pele e a idade. Depois criamos as secretarias e coordenadorias que no fundo funcionam como novos cabides de emprego e redutos eleitorais. Se continuarmos com essa filosofia não vai demorar muito para ser criada uma entidade para defender os macérrimos, obesos, bonitos, feios e por aí vai...

SEGURANÇA PÚBLICA EM LARANJAL
Apesar de os números oficiais apontarem a redução da violência e criminalidade em Laranjal do Jari, o fato é que a sensação de insegurança nos cidadãos laranjalenses cresce assustadoramente, pois são corriqueiros os assaltos em lugares da cidade antes considerados tranqüilos. Os celulares são os objetos de desejo dos delinqüentes. A incoerência entre os dados oficiais e a realidade pode estar ligada ao fato de que a maioria das vítimas não faz o registro de ocorrência na Delegacia de Polícia, logo o grande número de furtos e assaltos está à margem das estatísticas dos governantes. O B.O.pode não culminar com a prisão dos marginais, mas pelo menos aumentará os números oficiais! Denuncie os crimes e se você for a vítima, registre o B.O.

CEA: OS JANTARES À LUZ DE VELAS VÃO CONTINUAR!
Não adianta os governantes do Amapá tentarem encobrir a realidade: a CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá) é uma empresa falida. A estatal já conquistou um espaço cativo aqui na minha coluna, pois em todas as edições eu sou obrigado a denunciar os blecautes e racionamentos ocorridos em Laranjal e Vitória do Jari. O interessante é que em todos os períodos de racionamentos os telefones da empresa também ficam inativos! Seria uma forma de evitar as reclamações dos consumidores?! Tudo isso tem ocorrido num período pré-eleitoral, imagina como será depois das eleições!!!

sábado, 12 de junho de 2010

FIQUE POR DENTRO - AS CURTINHAS DO MÊS DE JUNHO NO VALE DO JARI

FIQUE POR DENTRO

Por F. LOPES*


MEDICAMENTOS GENÉRICOS: JÁ PENSOU SE NÃO EXISTISSE?

Todas as vezes que vou à farmácia tenho que perguntar ao atendente se existe um remédio genérico com a mesma fórmula e qualidade do receitado. Em geral, consigo adquirir o mesmo medicamento por um preço muito mais barato. Nesse momento sinto-me obrigado a destacar a importância do ex-ministro da saúde José Serra, pois se não fossem os genéricos é provável que os nossos proventos não dariam para pagar nem os mais simples medicamentos. É claro que me refiro aos que, iguais a mim, são membros da classe pobre!!!

DEFENSORES DAS CAUSAS EXCUSAS

A pré-candidata Marina Silva (PV) se disse uma legítima representante dos interesse das mulheres negras; a Dilma Roussef (PT) se acha defensora das causas femininas. Já em favor do José Serra (PSDB) existe uma história de competência, sobretudo quando foi Ministro da Saúde, considerado um dos melhores do mundo. Serra criou os genéricos e democratizou os medicamentos para tratamento dos portadores do HIV.

BANCO DO BRASIL E PREFEITURA DE LARANJAL

Numa decisão totalmente infeliz, a Prefeitura de Laranjal do Jari transferiu o pagamento dos servidores que recebiam no Bradesco para o Banco do Brasil sem o devido conhecimento dos mesmos e sem a devida antecedência. Embora a decisão da PMLJ tenha sido aparentemente dentro da legalidade, causou vários transtornos aos servidores, principalmente aqueles que contraíram empréstimo no banco Bradesco. O Governo do Estado/AP já havia tomado uma decisão semelhante, entretanto houve um convênio formalizado para que tanto o empregador quanto os servidores tivessem direito a uma série de benefícios, inclusive a isenção da taxa de manutenção para a conta simples. No caso do acordo da PMLJ, os servidores receberam benefício algum.

CONTRA-CHEQUE ON-LINE DA PMLJ

Brilhante a iniciativa da Prefeitura de Laranjal ao disponibilizar o contra-cheque dos seus servidores na internet, só lamentamos o fato de que o setor de RH não esteja disponibilizando o holerite impresso. Vale ressaltar que o comprovante de rendimentos impresso é uma obrigação do empregador e que algumas instituições não aceitam aqueles retirados pela internet. Além de tudo é importante que o site seja atualizado e permaneça no ar permanentemente!!!

SEGURANÇA PÚBLICA EM LARANJAL
Apesar de os números oficiais apontarem a redução da violência e criminalidade em Laranjal do Jari, o fato é que a sensação de insegurança nos cidadãos laranjalenses cresce assustadoramente, pois são corriqueiros os assaltos em lugares da cidade antes considerados tranqüilos. Os celulares são os objetos mais subtraídos pelos delinqüentes. A incoerência entre os dados oficiais e a realidade pode estar ligada ao fato de que a maioria das vítimas não faz o registro de ocorrência na Delegacia de Polícia, logo o grande número de furtos e assaltos está à margem das estatísticas dos governantes. O B.O.pode não culminar com a prisão dos marginais, mas aumentará os números oficiais!

OUTROS TEMPOS EM LARANJAL
Há justamente um ano atrás a prefeita Euricelia Cardoso recorria ao TSE para reaver o mandato perdido em 1ª e 2ª instâncias, enquanto isso, uma parte dos correligionários do seu grupo político baixava a guarda e caminhava num mar de humildade nunca antes visto. Com o triunfante retorno da maior liderança política do município laranjalense, esses correligionários arrogantes esqueceram os tempos difíceis, abandonaram a pele de cordeiro e passaram, inclusive, a atirar contra o próprio grupo. A pior coisa numa guerra é o fogo amigo e isso deverá se refletir nas próximas eleições. É só aguardar para ver!

EURICELIA: O PRÓXIMO DESAFIO DA GUERREIRA

Jovem, inteligente, extremamente simpática e determinada, a prefeita de Laranjal do Jari, Euricelia Melo Cardoso (PP/AP) conquistou a admiração e o respeito até mesmo dos seus adversários políticos dentro e fora dos limites do município. Após superar todos os desafios encontrados, a gestora municipal retornou ao cargo mais firme e decidida a transformar o município num verdadeiro canteiro de obras. O próximo desafio será reunir o seu grupo político em torno dos candidatos que apoiará nas próximas eleições, a começar pelo correligionário e governador Pedro Paulo Dias. Pelo que tenho visto nos bastidores, não será uma tarefa fácil!

A política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros

Por F. Lopes*
O título acima resume tudo o que penso sobre a maioria absoluta das nossas lideranças políticas. Tomei essa frase emprestada de Henry M. Joseph Frédéric Expedite Millon de Montherlant, escritor, ensaista e romancista francês que nasceu em 1896 e partiu em 1972, deixando um legado de valiosos romances e peças teatrais para a posteridade. Ao contrário de Henry de Montherlant, qual o legado que deixará a maioria dos nossos políticos? Oportunamente, reitero que este ano será importantíssimo para os destinos do nosso país, pois, além das eleições para o executivo (governador e presidente), deveremos escolher os deputados estaduais, federais e senadores.
Apesar de não darmos a devida importância ao voto para aqueles que irão compor o poder legislativo nas esferas estadual e federal, é importante salientar que são os nossos deputados e senadores que de fato conduzem os nossos destinos, pois são eles que criam as leis sobre os impostos, a segurança pública, a saúde e a educação, portanto, antes de votar em um deputado federal ou senador procure saber o que ele pensa sobre assuntos tão importantes como carga tributária, redução da maioridade penal, prisão perpétua, punição para crimes hediondos, controle de natalidade, habitação, saneamento básico e investimentos para a educação e saúde.
Se os nossos políticos são tão preocupados com a qualidade de vida do nosso povo, por que então se esquivam em tocar em assuntos tão corriqueiros e importantes para a população dos quatro cantos desse país? O fato é que tanto políticos quanto eleitores ficam anestesiados no período eleitoral diante da possibilidade de resolver os problemas pessoais, ou seja, basta receber a promessa de emprego, dinheiro ou benefícios para si ou para a família que o mais crítico dos eleitores esquece os problemas sociais. Felizmente, ainda conheço uma meia dúzia de pessoas que respeitam a si mesmas e ao restante da sociedade e que em hipótese alguma negociam seus votos ou suas convicções em troca de benefícios individuais. Como retaliação, essas pessoas jamais ocuparão cargos importantes, receberão título de cidadão ou serão reconhecidas pelo caráter íntegro. Essa é a nossa sociedade!
William Shakespeare, poeta inglês e reconhecido como o maior dramaturgo de todos os tempos, afirmou que “O Demônio não soube o que fez quando criou o homem político; enganou-se, por isso, a si próprio”. Eu sou um grande admirador de Shakespeare, entretanto, confesso que tenho grande desconfiança dos nossos políticos, especialmente aqueles que se vestem em pele de cordeiro para enganar a população. O mesmo Shakespeare afirmou que “O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”, ou seja, no Século XVI já era bastante comum as lideranças políticas se utilizarem das igrejas e das escrituras sagradas para tirarem algum proveito em detrimento da grande maioria dos seus eleitores. Tenho acompanhado de perto os vários eventos políticos na nossa região e não é difícil perceber que alguns religiosos e políticos estão de braços dados em torno dos mesmos objetivos. Fica a impressão de que vale qualquer coisa para a captação de votos, aliás, não faz diferença o sufrágio do mais fervoroso cristão nem do mais radical ateu. O importante é que os líderes alcancem os seus objetivos e se for necessário se faz as coligações nunca dantes imaginadas, afinal, a política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros!


*F. LOPES é professor, pedagogo, acadêmico de Letras e membro da Academia Laranjalense de Letras. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br).

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Novas eleições é um golpe contra a democracia

Por F. Lopes*

Alguns vereadores de Laranjal do Jari, motivados por convicções próprias, estão defendendo a realização de uma nova eleição para prefeito em Laranjal do Jari. Afirmam, baseado não sabe-se em quê, que a população clama por uma nova disputa. Respeito a opinião dos nobres legisladores, assim como a respeitei quando resolveram colocar a legalização do transporte alternativo de moto-táxi nas mãos dos eleitores, mas sinceramente, reivindicar uma nova eleição é uma afronta a todos os eleitores que foram às urnas no último pleito.
Uma nova eleição é um desrespeito, sobretudo, contra a maioria dos eleitores que reelegeram Euricelia Cardoso prefeita do município. Poderia ter sido eleito Barbudo Sarraff, Meire Serrão, Eliá Conrado, Rosângela ou Oswaldo Makell. Eu teria o mesmo posicionamento, pois aprendi que na democracia deve sempre prevalecer a vontade da maioria, mesmo sabendo que às vezes essa maior parte está seguindo pelo caminho errado.
Os nobres vereadores estão tentando extinguir um dos poucos direitos que o cidadão brasileiro ainda tinha que era escolher os seus representantes através das urnas. Uma nova eleição é um golpe contra a democracia. É um golpe contra o meu sagrado direito de escolher através das urnas o administrador que considero o melhor para o meu município, o Estado e o país. Mesmo tomando decisões erradas ao votar em candidatos que depois me arrependo, nunca abri mão de depositar o meu sufrágio nas urnas. Devo estar arrependido de ter colocado um desses legisladores na posição onde hoje se encontra, mas nem assim exigiria o direito de voltar atrás, pedindo uma nova eleição para vereadores, porque aprendi desde cedo que temos que nos responsabilizar pelas conseqüências dos nossos atos.
Quando me arrependo de ter votado em determinado candidato costumo dar o troco nas eleições seguintes. É assim que faço a correção. É assim que funciona a democracia. Lembro-me dos caras-pintadas que, envenenados pela oposição e pela imprensa em 1992, foram para as ruas exigir o impeachment de Fernando Collor.
A imprensa nos fez acreditar que toda a corrupção do Brasil estaria sendo extinta com a saída do presidente alagoano. Quanto romantismo! O ex-presidente Collor foi considerado um dos mais corruptos da história do país. Infelizmente, coisas piores ocorreram alguns anos depois nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula. Os jovens pintaram a cara e exigiram novas cassações, mas tudo acabou em pizza. A verdade é que os caras-pintadas serviram de massa de manobra. Não é verdade que Collor foi cassado porque o povo protestou, ele foi cassado porque os deputados decidiram cassá-lo. Collor hoje é aliado de José Sarney e defensor do presidente Lula. É assim que funciona. O mesmo exemplo serve para Laranjal do Jari.

*F. LOPES é professor, pedagogo, acadêmico de Letras e membro da Academia Laranjalense de Letras. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Votar SIM no plebiscito sobre moto-táxi em Laranjal é aceitar uma nova opção de transporte

IVAN LOPES*

No próximo dia 27 de setembro os eleitores de Laranjal do Jari irão às urnas para votar favorável ou não a implantação do serviço de moto-táxi como transporte alternativo na cidade. A implantação da atividade no município laranjalense dependeria unicamente da aprovação da Câmara Municipal de Vereadores, entretanto, os legisladores locais encontraram uma saída interessante para fugir da briga entre a categoria dos taxistas e a população: idealizaram um plebiscito, transferindo para o povo a decisão de legitimar ou não o serviço.
Com o plebiscito, os vereadores evitaram comprar uma briga direta com os taxistas, que durante muitos anos comandaram sozinhos o setor; nem com a população que, refém do táxi como principal meio de transporte coletivo em Laranjal, deseja a implantação urgente de uma nova opção de transporte. Laranjal é uma das poucas cidades brasileiras que adotou o táxi como meio de transporte coletivo, pois como só possui uma via de acesso entre o centro comercial e os bairros, os taxistas acabam lucrando com o sistema de lotação no qual segue embarcando e desembarcando passageiros que em geral estão próximos da principal avenida da cidade, Tancredo Neves.
O problema é que a cidade cresceu e surgiram novas ruas e bairros, daí o sistema de lotação já não contempla o setor, pois para chegar aos locais mais distantes são cobrados dos usuários valores que chegam a R$ 15,00 e dependendo do destino ou do horário, os taxistas se negam a pegar a corrida. Os condutores alegam que o valor cobrado pode ser rateado entre os passageiros, mas nem sempre estes vão para o mesmo destino, o que impede o sistema de lotação. Como os poucos ônibus coletivos existentes não circulam a partir das 19 horas, a população fica refém do táxi. Vale ressaltar que os ônibus reduziram o horário de tráfego como forma de evitar os assaltos sofridos nos bairros periféricos.
Numa tentativa frustrada de impedir que a lei seja aprovada, representantes dos taxistas fazem o terrorismo psicológico contra a população argumentando que o serviço de moto-táxi provocará muitos acidentes no trânsito laranjalense ao ponto de o hospital local não atender a demanda de feridos. Também alegam que o serviço causaria o aumento dos índices de roubos e assaltos, pois os infratores se trajariam de motociclistas e usariam o capacete para não serem reconhecidos pelas vítimas. A mesma tese tem sido defendida por alguns vereadores, que não sabemos por quais motivos, não gostariam de ver a população tendo uma segunda opção de transporte no período noturno.
Há quem defenda o aumento das concessões das placas para novos táxis. Não há necessidade da expansão desse serviço, pois as 100 concessões existentes há muito tempo estão sendo alternadas, sendo que em um dia trafegam metade dos táxis e no outro dia trafegam o restante, numa comprovação de que a cidade tem mais táxis do que realmente precisa. Não adianta expandir o numero de veículos se as pessoas continuarão pagando o mesmo preço e sofrendo com os mesmos problemas.
O que a população está precisando mesmo é de novas alternativas. O ideal seria o aumento da frota de ônibus coletivos com veículos mais novos, ampliação das rotas e do período de circulação e obrigatoriedade de cumprimento dos horários para que os usuários não ficassem mais de uma hora esperando o transporte.
A população precisa dar um basta no monopólio. Dizer SIM no plebiscito para autorizar o serviço de moto-táxi significará apenas que os usuários estão aceitando uma nova opção. Isso não quer dizer que sejamos obrigados a utilizar o serviço, pois poderemos muito bem votar favorável ao novo transporte alternativo e continuarmos pegando o ônibus ou o táxi. A concorrência certamente causará redução de preços e diminuição dos abusos que são cometidos por alguns membros da categoria que hoje comanda o transporte na cidade. É por isso que os empresários do ramo não querem a legalização do serviço de moto-táxi. Agora, se o eleitor votar NÃO no plebiscito, estará automaticamente excluindo uma opção e um direito, o direito de escolha.

*IVAN LOPES é professor, pedagogo, acadêmico de Letras e membro da Academia Laranjalense de Letras. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br - site: www.recantodasletras.com.br/autores/ivanlopes ou www.blogdoivanlopes.blogspot.com/

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A hipocrisia que vem de cima

IVAN LOPES* e PAULO BARREIROS**

Diante do panorama político nacional, ficamos muitas vezes a pensar que as coisas não são levadas muito a sério em nosso país. Ouvimos pessoas conceituadas da sociedade falar que os fins justificam os meios, achando uma válvula de escape para determinadas situações embaraçosas. Vejamos, por exemplo, o mar de lama no qual estão submetidos muitos dos políticos brasileiros. De onde deveria vir o exemplo de moral, honestidade, justiça, retidão e transparência na aplicação dos recursos públicos, ocorre justamente o contrário. Os atos secretos - uma prática comum dentro do Senado Federal -, é uma prova disso.

Denúncias por cima de denúncias são mostradas nos meios de comunicação e os acusados sempre argumentam que não sabem de nada, que não viram nada, que nem mesmo lembram dos coadjuvantes arrolados nos esquemas e que estão sendo vítimas de perseguição da imprensa. É interessante como são usados dois pesos e duas medidas neste país. Por motivos banais pessoas sem recursos sofrem as mais severas punições, mas com aqueles que detêm o poder econômico tudo termina em pizza, poder esse que muitas vezes é adquirido nos balcões de negócios obscuros.

É tão grande a insolência que já está virando mania dos nossos parlamentares afirmarem que não estão preocupados com a opinião pública. Num surto de sinceridade, o deputado federal Sérgio Moraes afirmou que estava se lixando para a opinião da sociedade e reiterou ainda que os seus pares compartilhavam da mesma opinião. Moraes era relator do processo de quebra de decoro parlamentar do Conselho de Ética e naquela ocasião disse que não via motivos para condenar Edmar Moreira, dono do castelo de R$ 25 milhões em Minas.

O deputado garantiu que não estava preocupado em absorver antecipadamente Edmar, deixando claro que não estaria também preocupado com o que a população iria pensar e declarou: “Estou me lixando para a opinião pública. Parte dela não acredita no que vocês (jornalistas) escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege".

Moraes foi sincero ao proferir tais palavras, infelizmente dias após tentou remendar o discurso e voltou atrás, ou seja, ele perdeu uma boa oportunidade de ser verdadeiro. O deputado também tem razão: os políticos fazem o que querem e acabam se reelegendo, com raras exceções. Foi assim com Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho, Fernando Collor e tantos outros.

O deputado gaúcho apenas esqueceu de que o parlamento brasileiro tem a obrigação de dar o exemplo e que deveria haver uma criteriosa investigação da vida daqueles que almejam ser político. Ficamos muitas vezes com inveja dos exemplos que vem de outros países cujas notícias dão conta de políticos corruptos que são obrigados a devolver o que tomaram ilicitamente da sociedade e chegam a pagar os estragos cometidos contra a coletividade com a própria vida. Não que sejamos defensores da pena de morte ou de governos totalitários, mas é desejo da maioria dos cidadãos brasileiros que tenhamos leis mais severas contra os políticos corruptos.

É uma utopia pensar que vamos resolver os problemas do país de forma imediata, pois ainda vamos sofrer essas mazelas por muito tempo. Culpa da harmonia entre os poderes, pois com os conchavos que são firmados entre os diversos segmentos, somos nós que acabamos pagando o pato, ou melhor, o pacto!

*Professor, pedagogo, acadêmico de Letras e membro da Academia Laranjalense de Letras. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br). **Professor, Pedagogo e funcionário público.(E-mail: barreirosjari3@gmail.com)

sábado, 8 de agosto de 2009

Porto de Moz se consolida na posição de cidade turística no Oeste do Pará

O sucesso no turismo é resultado dos investimentos na mídia e nos cuidados com a infra-estrutura da cidade

IVAN LOPES

A propaganda é alma do negócio. Isso é tão lógico e parece tão consensual, que a gente tem a impressão de que o assunto não carece de qualquer discussão. Estamos redondamente enganados. Há muitos comerciantes e gestores públicos que encaram os investimentos na mídia como um gasto desnecessário e sem retorno.

Há alguns anos cometi esse grave erro quando vi as praias de Natal e outras cidades do Rio Grande do Norte estampadas nas revistas de circulação nacional como Veja e Playboy. Logo na playboy, uma revista masculina de grande apelo erótico?! Como poderia um governante gastar dinheiro público numa revista destas se considerarmos que a população daquele Estado padecia com a falta de alimentação, escassez de água e problemas na educação, saúde e infra-estrutura? Não seria uma afronta aos princípios daquele povo conservador e altamente religioso?! É, confesso que foi justamente assim que interpretei aquele fato e hoje me envergonho disso.

Os governantes do RN estavam corretos. Eu Estava redondamente enganado. O objetivo do governante que utilizava as páginas das revistas de grande circulação nacional para mostrar as belezas naturais do Estado paradisíaco foi alcançado através dos anos. Hoje, o turismo é uma das atividades mais rentáveis para os potiguares. Juntamente com o turismo vieram os grandes investidores nacionais e internacionais e Natal e o resto do Rio Grande do Norte cresce desenfreadamente. Graças a melhoria da situação econômica do Estado, foram feitos importantes investimentos nos setores de saneamento básico e o abastecimento de água, por exemplo, já não é um dos problemas mais graves daquele povo.

Hoje, todos querem morar em Natal. O Estado tem 400 quilômetros de praias lindíssimas, limpas e aconchegantes que, aliadas a hospitalidade dos potiguares, coloca o Rio Grande do Norte numa posição de destaque no turismo mundial. As pessoas se educaram para atender aos turistas e todos incorporaram o espírito hospitaleiro. Do taxista ao gari, todos têm o prazer de prestar informações e de tratar bem aos que visitam o Rio Grande do Norte.

Essa historinha é apenas para introduzir outra história mais recente que ocorre na nossa região: o turismo em Porto de Moz, no Oeste do Estado do Pará, na região do Xingu.

Há alguns anos ninguém praticamente conhecia as belezas naturais desse belíssimo município, até que à convite do prefeito da época, o Jornal Folha Vale do Jari começou a estampar em suas capas as fotografias coloridas dos paraísos existentes naquela cidade. As praias de água doce, os rios de águas cristalinas, o Festival de Veraneio (FEST SOL) e principalmente o comportamento pacífico e hospitaleiro dos portomozenses chamaram a atenção dos leitores da região do Vale do Jari, do Oeste do Pará e do restante do Amapá e Brasil. Hoje, não é possível voltar atrás. Muitas pessoas que costumavam viajar para outros destinos no mês de julho, tornaram assíduos participantes do Fest Sol.

A cidade de Porto de Moz descobriu no turismo uma das principais fontes de geração de renda e trabalho. A economia antes baseada quase que totalmente na exploração dos seus recursos naturais não-renováveis, agora passa a ser vista com bons olhos por todos os visitantes, pois não há qualquer agressão a natureza. A exemplo dos potiguares e principalmente dos natalenses, a população de Porto de Moz incorporou o espírito turístico e atualmente é vista como um povo hospitaleiro, tranqüilo, respeitador, gentil e atencioso.

Laranjal do Jari, no sul do Amapá, tem ao dispor vários balneários interessantes e a cachoeira de Santo Antônio (na verdade são cataratas, pois são diversas corredeiras e quedas d’água que formam um dos mais belos cenários do mundo) que poderiam ser transformadas em grandes atrações turísticas. Infelizmente essa localidade continua se encolhendo para o turismo, pois os governantes não investem em infra-estrutura e segurança pública. A cidade está cada vez mais apática e sofre com problemas crônicos como falta de estradas pavimentadas, eletricidade de qualidade, saúde, saneamento básico e uma rede de bons hotéis. É uma pena, pois a população já comprovou que também tem um espírito empreendedor, principalmente no terceiro setor econômico que compreende a prestação de serviços aos turistas.

Espero que os outros governantes aproveitem esses dois recortes da história para tomar consciência do papel importante que tem a mídia. Reitero que muitos gestores têm mania de avaliarem que os pequenos investimentos nos meios de comunicação são despesas desnecessárias. É gente que pensa pequeno e quem pensa pequeno terá atitudes ainda mais minimalistas. Parabéns para os potiguares e para os portomozenses que souberam em algum momento de sua história, escolher representantes que pensaram como gente grande!

*IVAN LOPES é professor, pedagogo, acadêmico de Letras, membro da Academia Laranjalense de Letras, Redador-chefe do Jornal Vale do Jari e colunista permanente do Jornal A Gazeta de Macapá. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br -

site: www.recantodasletras.com.br/autores/ivanlopes)

Não confio em políticos

IVAN LOPES*

Ao ser incluída na relação dos senadores que usaram as cotas parlamentares de passagens para fazer doação a familiares, a presidente do PSOL, Heloísa Helena contra-atacou: “Não tentem me misturar com esses bandidos. Estou em paz com a minha consciência”. O filho da ex-senadora se utilizou do privilégio para viajar com o dinheiro público, entretanto, Heloísa Helena se considera muito superior aos seus pares. Os que integram o grupo de admiradores radicais da política alagoana também acreditam piamente na sua honestidade e são capazes de acreditar que Helena sempre estará num plano superior totalmente blindada e imune às fraquezas do resto da humanidade.

Mantendo a sina da maioria dos proletários brasileiros, mantive por muito tempo uma ideologia socialista e utópica, na qual acreditava que os políticos da esquerda eram pessoas incapazes de praticar os mesmos erros dos governantes da direita. Lula, aquele de quem sempre fui grande admirador, conseguiu me provar em poucos meses de governo que filosofia de vida e poder nem sempre são compatíveis. Aquele que lutou a vida inteira contra banqueiros, patrões, Fundo Monetário Internacional (FMI) e ALCA, logo cuidou de trazê-los para o seu lado como forma de garantir a tal “governabilidade”. O sindicalista que se fez importante e famoso ao liderar as greves num passo de mágica passou a condená-las.

Tive o prazer de entrevistar Heloísa Helena em Macapá há alguns na Unifap. Eis uma mulher determinada e corajosa a quem tanto admiro. Fico a me perguntar: Uma vez no poder, o que há de diferente em Lula e Heloísa Helena no comando do Brasil? E entre Waldez e Capiberibe no Estado do Amapá? E entre Euricelia Cardoso e Barbudo em Laranjal do Jari? Eu tenho minhas preferências que são embasadas numa série de requisitos. Mas também confesso que há casos de políticos que gosto sem qualquer explicação técnica ou lógica.

Seria ausência de sensatez se considerasse que todos os mandatários são exatamente iguais, pois cada um ser é ímpar e possui convicções que lhes são peculiares, mas a política os torna muito semelhantes, quase cópias perfeitas. O discurso torna-se afinado. Os pretextos para não atender as prioridades da população são os mesmos. O que antes das eleições era totalmente viável torna-se impossível depois que o vencedor assume o comando. Os fartos recursos tornam-se escassos. O que antes poderia ser feito de qualquer jeito passa a seguir a burocracia que a lei determina. Aquele que procurava o povo, agora se esconde. O pior de tudo é ainda ter que suportar o discurso populista, típico dos grandes ditadores.

O que distancia um ser do outro é o poder. É o mesmo poder que também tornam iguais as convicções ideológicas dos nossos políticos e autoridades. Não há santos no poder. Se existisse alguma coisa nessa vida a que eu pudesse santificar, seria a ingenuidade e a ignorância daqueles que acreditam que algum ser humano estará imune aos privilégios, as mordomias e a corrupção histórica que foi instalada no âmbito político há mais de 500 anos neste país.

*IVAN LOPES é professor, pedagogo, acadêmico de Letras e membro da Academia Laranjalense de Letras. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br -

site: www.recantodasletras.com.br/autores/ivanlopes)

Baixos salários massificam o descrédito do professor


IVAN LOPES*

Recentemente tive a oportunidade de conversar com professores da região onde ingressei na árdua e importantíssima missão de ensinar, no Rio Grande do Norte. As reclamações que costumo ouvir dos colegas do Amapá e do Pará não diferem em nada dos meus conterrâneos. A única diferença é que os salários dos profissionais da educação da região Norte são ligeiramente superiores aos que são pagos no Nordeste. Felizmente essa disparidade foi muito pior nos tempos que antecederam a criação do FUNDEF e FUNDEB. Não entendo o porquê, mas sinto que muitos educadores do Brasil a fora se sentem constrangidos ao falar de salários. Talvez não tenha consciência de que os baixos salários é um fator de baixa auto-estima e massifica o descrédito do profissional.

Mesmo sendo a remuneração um fator importantíssimo, a maior agonia revelada pelos professores é com a aprendizagem e a indisciplina apresentada pelos alunos. Apesar de os educadores terem buscado melhor formação nos últimos anos, os resultados diagnosticados nos alunos através das avaliações nacionais são pífios. O próprio MEC divulgou que a formação dos professores melhorou em todos os níveis de ensino e houve redução dos professores leigos na última década. Contudo, afirma o estudo, “apenas 57% dos docentes que atuavam na pré-escola, ensino fundamental e ensino médio, possuíam formação em nível superior, que seria aquela ideal”.

Na pré-escola, por exemplo, 27% dos 259 mil docentes tinha nível superior, em 2002, contra 17%, em 1991. O índice de profissionais com o fundamental incompleto caiu de 6% para apenas 1%, nesse período. Considerando a formação exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) - magistério ou licenciatura - 91% dos professores que atuam nesse nível de ensino possuem a formação adequada.

No ensino médio, das 469 mil funções docentes, 89% têm a graduação completa e 79% deles a licenciatura. Neste nível de ensino, no entanto, quase 11% dos docentes ainda possui somente o ensino médio completo, indicando a necessidade de maiores investimentos em formação.

Na educação superior, do total de professores em 2001, 54% tinha mestrado ou doutorado concluídos, 31% possui especialização e cerca de 15% concluíram somente a graduação. Em 1991, o percentual de mestres e doutores era de 35%, 19 pontos percentuais menor.

Nos últimos anos, o número de ingressos nos cursos de graduação que oferecem licenciatura mais que dobrou passando de 166 mil, em 1991, para 362 mil, em 2002. Neste período a matrícula cresceu de 556 mil para 1.059 mil e o número de cursos passou de 2.512 para 5.880, com uma grande participação da rede pública, que concentra 3.116 cursos.

Segundo dados do SAEB, mais de 80% dos professores da educação básica participaram de formação continuada nos últimos dois anos. Essa realidade é similar para todas as regiões do País. No entanto, o mesmo estudo relata que o cruzamento dessa informação com os resultados alcançados pelos alunos nas provas de Língua Portuguesa e Matemática do Saeb indica que os cursos de formação continuada aparentemente apresentam pouco impacto no desempenho dos alunos. Segundo o estudo, isso indica “a necessidade de ampliar as pesquisas nessa área e, eventualmente, reorganizar esses cursos, redefinindo seus objetivos e métodos”.

Diante das informações divulgadas pelo MEC, fico com a impressão de que muitos professores estão buscando as universidades apenas por status ou simplesmente para melhorar a remuneração. Isso não é todo ruim.

*IVAN LOPES é professor, pedagogo, acadêmico de Letras e membro da Academia Laranjalense de Letras. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br -

site: www.recantodasletras.com.br/autores/ivanlopes)

A religiosidade e a ignorância de mãos dadas

IVAN LOPES*

Uma das melhores formas de adquirir sabedoria e combater o etnocentrismo é viajar por diferentes lugares e conhecer as mais diversas culturas. A minha esposa e historiadora Alristela Cruz, por exemplo, demorou a aceitar a idéia de que a cultura da sua região de origem era igual as demais, pois no seu ponto de vista a forma como os outros viviam carecia algum tipo de reparo. Os conhecimentos adquiridos na universidade aliados às viagens e a literatura, certamente ofereceram-lhe suporte necessário para mudar de opinião e perceber que não existe uma cultura melhor do que outra e que aquela que antes lhe era sagrada e intocável, hoje merece ser alvo das suas análises.

Confesso que fiquei surpreso com a rápida análise de Alristela ao observar a contribuição do cristianismo para a economia e a cultura da sua cidade de origem, no Rio Grande do Norte. De acordo com a historiadora, a crença infundada e demasiada da maioria daquela população solidifica o conformismo de alguns, impedindo-os de crescer profissionalmente, de melhorar economicamente e evitar, por exemplo, o descontrole de natalidade, pois a Igreja Católica, predominante naquela região, é contrária a prevenção da gravidez dentro do casamento. Desta forma, é muito normal termos famílias carentes numerosas e mulheres sendo obrigadas a manter relacionamentos insustentáveis simplesmente para manter um dos sacramentos da igreja.

Não pretendo ganhar fama de beligerante, nem quero discutir as crenças do ponto de vista dogmático, mas partindo do princípio de que todos têm o direito de professar a fé, me utilizo desta prerrogativa para fazer a minha análise sobre a inegável contribuição religiosa, sobretudo cristã, para a perpetuação da miséria, da conservação de relações mal-sucedidas, do descontrole demográfico e da alienação total do ser humano.

Por outro lado, não quero contribuir com os ludíbrios das igrejas nem daqueles que vivem à custa dos crédulos. Esses últimos acreditam piamente que só existe bondade nas pessoas que ecoam o nome de deus, mas são eles próprios que desejam todo tipo de vingança e castigo sobre aqueles que não se convencem da existência de um ser supremo que coordena todas as coisas do universo. Como pode um seguidor de toda a bondade se contaminar com o ódio? Para a maioria das denominações religiosas isso é totalmente compatível. Confesso que em algum tempo tentei me enganar, mas a franqueza e a sinceridade não me permitiram fazer parte desse conto de fadas. O fato é que as mentiras inculcadas como verdades absolutas transformavam as certezas em dúvidas, mas hoje tenho plena convicção de que toda pessoa pode ser correta e provida de caráter sem necessitar de um credo religioso, e ainda sim, terá a oportunidade de ter uma vida ainda melhor. Muitos também terão uma vida cheia de graças se viverem dentro de uma igreja. É uma questão de escolha, o problema é que muitos não têm a opção.

O mundo que encontramos só pode continuar intocável para aqueles que se permitem continuar na ignorância. Graças às pessoas que se despem das suas crenças originais é que podemos usufruir dos modernos recursos nas áreas da saúde e da tecnologia. Se cada cientista que contribuiu para o desenvolvimento humano fosse se prender ao pragmatismo religioso, certamente não haveria remédios para as mais simples doenças nem uma máquina para realizar o mais singelo serviço. Para a Igreja Católica, Galileu Galilei e Nicolau Copérnico estavam errados e mereciam ser mortos. Ainda hoje Charles Darwin é visto como um impostor pelos cristãos radicais, principalmente por aqueles que se nega a estudar as suas teses. Todas as pesquisas sobre o DNA corroboram as idéias do biólogo, dando sustentação para novas descobertas e tratamentos de saúde.

Tal como Alristela, Darwin era católico e ambos não tinham interesse em fugir um centímetro do pragmatismo da igreja romana. Mas a mentira tem pernas curtas e a verdade vem sempre à tona. Igreja e cientistas estão certos? Depende. Só se existirem duas verdades. A escolha é sua, a minha missão é provocar a reflexão.

Paradoxos da vida moderna

IVAN LOPES*

O nosso planeta evoluiu graças à ação humana, mas o homo sapiens continua cometendo assassinatos por motivos banais como o preconceito contra grupos étnicos e opção sexual, entretanto, nada se compara com a intolerância religiosa espalhada pelo mundo, principalmente nos países subdesenvolvidos. Historicamente, as pessoas mataram mais em nome de Deus do que por qualquer outra motivação sem fins econômicos. Prova disso é o mar de sangue ocorrido na Nigéria nestes últimos dias. A violência naquele país africano começou com a prisão de seguidores da Boko Haram no Estado de Bauchi, sob suspeita de planejarem um ataque a uma delegacia.

A expressão "Boko Haram" significa "a educação ocidental é pecaminosa", no idioma hausá. Seus membros acreditam que suas esposas nunca devem ser vistas por outros homens, e que seus filhos só devem receber educação religiosa. Essas posições radicais do Boko Haram não têm respaldo junto a maior parte da população islâmica da Nigéria, que é o país mais populoso da África. Quase metade daquele país é formado por cristãos e a outra parte é formada por mulçumanos. A onda de violência já causou mais de 700 mortes e estima-se que o número ultrapasse mais de mil assassinatos.

É controverso o fato de que ainda nos dias atuais tenhamos que conviver com cenas horríveis onde se queimam pessoas vivas em nome do pragmatismo religioso. Segundo os ensinamentos de Deus, o maior de todos os mandamentos é amar o próximo como a ele próprio. A essa altura coloco em dúvida os benefícios da religiosidade humana. Será que não teríamos um mundo menos intolerante e sanguinário se os humanos não se dividissem em credos?

Paradoxalmente, nos Estados Unidos, no Estado de Utah, um garoto de sete anos fugiu de sua casa no carro do pai simplesmente para não ir à igreja. A incrível perseguição ao pequeno condutor foi filmada pela câmera do carro da polícia, que teve início quando dois policiais foram avisados de que um motorista havia avançado um sinal. Após a perseguição, a 65 km por hora e com várias curvas, o carro parou próximo a uma casa e, para o espanto dos policiais, a porta do motorista se abriu e um menino saiu correndo.

Segundo a imprensa local, a criança teria alegado que preferiu fugir no carro do pai a ir ao templo, pois naquele dia ele não estava disposto a assistir a missa. Muitas crianças inventam outros artifícios para fugir da igreja. O mais comum é criar doenças para se isentarem da cobrança de se fazerem presentes em alguns lugares pouco atrativos como as igrejas e escolas. Essas artimanhas também são bastante usuais entre os mais crescidinhos aqui no Brasil, e quanto ao aspecto religioso devo confessar que fui uma criança bastante doentia!