sábado, 28 de maio de 2011

FIQUE POR DENTRO - MARÇO-ABRIL

Por F. LOPES*

PROMOTORA DE JUSTIÇA DE LARANJAL FAZ RECOMENDAÇÃO
Na hora: a Promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Laranjal do Jari, Dra. Fábia Nilci enviou uma recomendação às escolas do município laranjalense contendo as medidas que os diretores, pedagogos e professores devem tomar mediante as indisciplinas, atos infracionais e crimes cometidos pelos alunos. O procedimento tomada pela Promotora é uma prevenção contra os problemas ocorridos no âmbito escolar e que na maioria das vezes os profissionais da educação não sabem como resolvê-los adequadamente. O documento explica, por exemplo, o que é indisciplina escolar e o que ato infracional.

ENDIVIDAMENTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS
Grande parte dos servidores do Estado do Amapá e de Laranjal do Jari está com os seus salários comprometidos em mais de 30%. Estranhamente, há casos de funcionários da PMLJ que estão com 100% dos seus salários comprometidos. O RH da Prefeitura de Laranjal precisa rever a concessões de financiamentos e empréstimos, pois um servidor que não tem saldo positivo no seu contracheque dificilmente terá condições de prestar seus serviços a contento. No final das contas quem perde é a população. Enquanto isso os bancos e instituições financeiras fazem festa com os juros!

ENDIVIDAMENTO 2
Enquanto os servidores se atolam em dívidas, o SISPUMLAJ (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de L. do Jari) continua tendo no VALE-COMPRAS o seu carro-chefe. O VALE do SISPUMLAJ tornou-se a segunda moeda dentro do município, sendo aceita em vários estabelecimentos comerciais. Ao invés de contribuir para o endividamento, o sindicato poderia lutar ainda mais por melhorias dos trabalhadores junto à PMLJ ou buscar parcerias com outras instituições para que pudesse contemplar os associados com planos de saúde e outros benefícios. É apenas uma reflexão!

DINHEIRO VIVO
55% dos trabalhadores brasileiros recebem o salário em dinheiro vivo, ou seja, não precisam ter intermediações bancárias. Sorte dessa maioria que não é obrigada a pagar taxas absurdas nem pegar filas quilométricas em bancos!

MULTAS DO MEIO AMBIENTE NÃO SÃO PAGAS
Um dado superinteressante. Menos de 1% (exatamente 0,75%) das multas ambientais do IBAMA não são pagas. Segundo a revista Veja, a maioria é inócua porque aplicada a empresas que atuam na ilegalidadde ou não temem cair nessa situação.

MORTES DE MOTOQUEIROS AUMENTA 754%
Está explicado o porquê de o valor do Seguro Obrigatório de uma motocicleta ser três vezes maior que o de um automóvel. Somente na última década o número de mortes de motociclistas aumentou 754%. De cada 100 mil motoqueiros, 88 morrem no trânsito todos os anos. Laranjal do Jari e adjacências devem acompanhar essas estatísticas trágicas, entretanto reais.

TRAGÉDIA E DESASTRE APENAS NO DICIONÁRIO DE POLÍTICOS
Políticos adoram utilizar as palavras “tragédia” e “desastre” para conceituar as enchentes nas áreas baixas da cidade laranjalense. É certo que a subida do nível das águas causa prejuízos para quase todos, mas há gente torcendo para que as águas inundem cada vez mais. Na pior das tragédias sempre haverá alguém se beneficiando, infelizmente. O que ocorreu no Japão realmente foi um desastre, entretanto aquela população mostrou ao mundo como se comporta uma nação educada: sem roubos, sem saques, sem desespero, sem políticos tirando proveito da situação.

Uma década de opiniões, debates, erros e acertos, críticas e elogios...10 anos se foram no JVJ

Por F. LOPES*

Há exatos 10 anos eu começava a escrever colunas de opinião neste jornal. Quando a gente emite opinião sobre algum fato ou alguma coisa sempre terá uma parte dos receptores contente e outra descontente. Há também o risco, embora muito pequeno, de desagradar a todos os leitores. Eu, orgulhosamente, nunca consegui esse feito, pois para isso teria que ser um péssimo colunista, daqueles que são incoerentes, contraditórios e que mudam de opinião a cada parágrafo. Eu ainda não consegui mudar radicalmente de opinião nos últimos dez anos, quem sabe não mudarei nos próximos 20 ou 30! A minha dificuldade em mudar de posicionamento talvez consista no fato de que tenho pouco contato com políticos!
Esse é mais um aniversário que passa despercebido e nem faço questão de comemorá-lo. Até poderia usá-lo como pretexto para juntar os amigos em torno de uma mesa de bar para tomar algumas cervejas e aparecer na coluna social do jornal, entretanto, detesto subterfúgios.
A primeira vez que escrevi coluna de opinião foi em 1990, na Tribuna de Santa Maria. Estava na tenra idade na qual, dizem os estudiosos da mente humana, a pessoa ainda não tem uma personalidade totalmente formada, mas lá estava eu propagando as mesmas opiniões que emito nos dias atuais: fazendo críticas sobre políticos desonestos, deficiências na segurança pública, na saúde e na educação. O que mudou foi a forma como escrevo. É lógico que no ímpeto da juventude somos muito mais afoitos, radicais e intransigentes.
Durante esta década tive a oportunidade de abordar diversos temas. Já discorri sobre assuntos altamente polêmicos e outros menos intrigantes através dos quais me aproximei de leitores, fiz grandes amizades, conquistei admiradores e até alguns desafetos momentâneos. O fato é que nunca deixei de opinar sobre qualquer situação, por mais embaraçosa e complexa que pareça ser. Gostaria de aproveitar o ensejo para agradecer nominalmente aos vários leitores que acompanham assiduamente a minha coluna, mas correria um enorme risco de cometer uma grave injustiça.
Nesta semana o Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade a união gay, agora também conceituada como união homoafetiva. Na prática, o STF equiparou os relacionamentos heterossexuais aos homossexuais, viabilizando para os homossexuais direitos como pensão, aposentadoria, herança, adoção de filhos e plano de saúde. Já o casamento civil entre pessoas de mesmo sexo ainda é uma incógnita, visto que não foi apreciado pelo STF, entretanto é provável que o reconhecimento da união estável entre homossexuais seja o primeiro passo para que no futuro eles venham conquistar o direito a uma certidão de casamento. O casamento entre gays é um assunto que estremece os pilares das igrejas cristãs mais conservadoras, muito embora tenham que conviver com as denúncias de pedofilia dentro dos seus próprios muros.
Outros assuntos de grande repercussão foram a morte do terrorista Bin Laden e o massacre provocada pelo covarde Wellington Menezes, de 23 anos, numa escola do Realengo, no Rio de Janeiro. Mantendo a tradição contemporânea, os especialistas em comportamento humano esmeraram-se em buscar uma explicação para o absurdo. Parece que conseguiram: o jovem sanguinário teria sofrido bulling (palavra inglesa que significa uma situação que se caracteriza por atos agressivos verbais ou físicos) na própria escola onde resolveu retornar para cometer a barbárie.
Com o massacre, o assunto bulling veio à tona, causando preocupação principalmente em professores e pais de alunos. Apesar de combatida pelos educadores, a depreciação entre os alunos através de apelidos e xingamentos é uma prática comum em todas as escolas brasileiras e difícil de ser erradicada porque foge do alcance dos professores, tendo raízes na educação familiar. O problema só será resolvido quando as famílias adotarem uma nova postura em relação a educação dos seus filhos já nos primeiros anos da criança e quando as autoridades e a sociedade civil organizada voltar a legitimar a autoridade do professor em sala de aula.
Por enquanto é só isso. Espero que estejamos juntos pelas próximas décadas. Veja mais artigos, colunas, poesias, frases e pensamentos em http://www.recantodasletras.com.br/autores/ivanlopes. Um cordial abraço!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FIQUE POR DENTRO


Por F. LOPES*


WAGNER OLIVEIRA

A nomeação de Wagner Oliveira para ocupar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMMATUR foi uma das mais acertadas decisões da Prefeita Euricelia Cardoso, pois a habilidade e o desempenho profissional de Wagner é unanimidade em todos os locais onde tem prestado seus serviços. Se quiser continuar acertando, a gestora terá que fazer outras substituições, a começar pela Secretaria de Administração e Planejamento. Aliás, essa vaga poderá ser ocupada de forma merecida por Wagner Oliveira no futuro.

ANTÔNIO ENFERMEIRO

Com os ânimos exaltados, o vereador Antônio Enfermeiro aproveitou-se da oportunidade concedida por um programa de rádio local para criticar a prefeita Euricelia Cardoso (Laranjal do Jari) e na empolgação chegou a sugerir a gestora municipal que pedisse a própria demissão. Antônio Enfermeiro, que está longe de ser um habilidoso comunicador ou redator, chegou a se oferecer para redigir a carta de renúncia de Euricelia num ato de extremo narcisismo!

EURICELIA REBATEU
Diz o ditado popular: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Ao retornar ao município Euricelia usou dos microfones da rádio para rebater as críticas do vereador Antônio Enfermeiro. A gestora disse que existe uma diferença infinita entre os seus princípios morais e éticos e os do vereador. Euricelia definiu a sugestão de A. Enfermeiro, para que ela pedisse exoneração, como medíocre. A gestora disse que, pelo que observou nas palavras do vereador, ele levaria cerca de alguns meses para redigir a carta de renúncia!

O SALDO DO DOS ATAQUES

Ficou evidente que os insultos entre o vereador e a gestora municipal acabaram atingindo os objetivos do programa de rádio e enfraquecendo ainda mais as duas lideranças políticas. Também ficou explicitado o comportamento narcisista de ambos. De um lado, o vereador considerou-se inteligente e independente porque foi capaz de ser aprovado num concurso público do Estado/AP, e do outro a prefeita relembrou os seus triunfos, sendo inclusive a única reeleita na história laranjalense. Euricelia levou a melhor porque é mais expressiva e preparada politicamente, mas outra vez o município saiu perdendo.

A INSENSATA VINGANÇA

Os moradores do Vale do Jari não elegeram nenhum representante para o legislativo estadual e federal. Os deputados estaduais Manoel Mandi e Meire Serrão não conseguiram se reeleger. Alguns entendem que a derrota dos representantes da região foi uma manifestação dos eleitores contra a atuação apática dos candidatos do Jari. O fato é que mais uma vez os garimpeiros de votos que só aparecem na região às vésperas das eleições se deram bem e que pelos próximos 4 anos não teremos a quem reclamar. Estaremos órfãos de representantes legítimos!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Atraso no pagamento dos servidores é conseqüência da queda dos recursos do FPM de Laranjal, explica o Secretário de Finanças Paulo Jorge.

(IVAN LOPES)

Em entrevista a uma rádio local, o Secretário de Finanças do município de Laranjal do Jari, Paulo Jorge explicou que o adiamento nas datas dos pagamentos dos servidores municipais é conseqüência de uma crise financeira temporária enfrentada pela Prefeitura laranjalense causada pelas seguidas quedas na arrecadação do FPM (Fundo de Participação do Municipios) e até do FUNDEB (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério). PJ informou ainda que a arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) que será feita a partir de setembro próximo junto aos moradores da cidade de Laranjal compensará as perdas sofridas pela PMLJ no momento. A estimativa é que a Secretaria de Finanças consiga arrecadar o montante de quase 500 mil reais referente ao ano em curso. O Secretário de Finanças também espera que o município arrecade quase 3 milhões de reais referentes aos últimos quatros anos do imposto. O imposto referente aos demais anos anteriores serão perdoados pelo município, pois o prazo para a cobrança prescrever é de 5 anos. Paulo Jorge também fez referência as especulações políticas e fez importantes esclarecimentos sobre a situação da Prefeitura de Laranjal do Jari. “O TCE fez auditorias na nossa administração e não encontrou nenhuma irregularidade. Que isso sirva de exemplo para os conselheiros do FUNDEB e para a Câmara Municipal”, declarou.

(MAIS INFORMAÇÕES NA PRÓXIMA EDIÇÃO DO JORNAL VALE DO JARI, EDIÇÃO DE AGOSTO DE 2010).

Análise dos programas eleitorais, feitas pelo publicitário Diniz Sena, em seu blog.

Análise dos programas eleitorais, feitas pelo publicitário Diniz Sena, em seu blog.


Alguns pontos aqui. Leia completa em http://blogdodinizsena.blogspot.com/

Vou, como um espectador que entende um pouquinho de propaganda eleitoral, dar minha modesta opinião sobre o principais programas de TV. Vamos lá.

Camilo: Um programa padrão. Sem muitos erros, mas sem a ousadia que o candidato encarna. Camilo ainda precisa passar mais sinceridade na sua fala que ainda é muito técnica.

Pedro Paulo: Um programa ruim, picotado, cheio de cortes e confuso. Se um turista visse o programa acharia que ele era candidato a tudo, menos a Governador. PP parecia mais o apresentador do programa que o próprio candidato. E, sem falar é claro, da péssima escolha de colocar logo o seu ponto mais fraco no centro dos debates. Tentar convencer a população que a saúde do Amapá “está melhorando a cada dia” é algo difícil de engolir.

Jorge: #Fake!!! Jorge Amanajás andando na ponte e abraçando criancinha catarrenta pra mostrar que é humilde foi pesado. Nada mais a declarar!!!

Lucas: Pouco tempo, mas a peça inicial foi muito boa. A melhor coisa deste primeiro dia de propaganda. Mas me incomoda muito a idéia de fundo em Chroma, ainda mais quando é um daqueles modelos prontos que o editor com preguiça puxa do ‘Premiere’ pra não ter trabalho de produzir um fundo adequado ao candidato. Lucas fala manso, passa firmeza na voz, mas tem que ter cuidado pra não exagerar nas pausas. Bom programa, principalmente pelo tempo curto.

Resumindo: Camilo e Lucas foram os melhores programas do primeiro dia. Diretos, sem se perder no tema e com mensagens fáceis de entender e diretas.

Jorge e PP desapontaram, programas chatos, sem (com o perdão da palavra) harmonia, cheio de cortes e com falas longas e sem objetividade.

SENADO

Nos programas dos Senadores, dois deles mataram a pau: Gilvam e Waldez. Excelentes programas.

Em minha opinião, Gilvam apresentou o melhor programa até agora, incluindo os candidatos ao Governo. Boa edição, história curta, trilha correta para a fala mansa. A fotografia de “Dona Cícera” foi perfeita. Bom programa.

Waldez é o que tem mais tempo e soube aproveitar bem. Foi o único candidato majoritário a usar um cenário para gravação de suas falas. Boa escolha. A brincadeira com o “1, 2, 3 Waldez” pode pegar, boa sacada. No mais um programa redondinho, com uma boa apresentação, poucas falas do candidato e um tema central bem definido.

O programa de Randolfe foi bom, mas as “caras e bocas” que eles fez quando estava sendo filmado foi muito engraçado. Ele tava visivelmente incomodado com a câmera.

Professor Marcos foi, no programa da noite, o franco atirador, falando o que o Capi não pode falar. Cuidado com essa lógica Marcos, você fez um bom programa pela manhã. Seu principal trunfo está em ser o único candidato do PT, o único do mesmo partido de Lula e Dilma… #ficaadica

Capi é bom. Seu programa não precisa fazer muito pra mostrar sua competência. Programa redondo, visivelmente feito com mais carinho do que o do candidato a governo.

O pior programa de todos os majoritários (Governo e Senado) foi, sem dúvida o do Senador Papaléo. Sem comentários.

Isto tudo aqui é só a MINHA opinião. Não trabalho em nenhuma campanha majoritária e por isso estas opiniões são de um eleitor que assistiu aos programas de forma isenta.

Diniz Sena

domingo, 8 de agosto de 2010

Depois de ocupar o mercado de trabalho, as mulheres também lotam os presídios do Brasil

Por F.Lopes


Direitos iguais foi uma conquista das mulheres, inclusive das brasileiras. Nas últimas décadas elas conquistaram grandes avanços pessoais, profissionais e financeiros. Elas já são responsáveis por quase metade da nossa economia e ocupam com grande habilidade os mais altos cargos executivos e políticos do nosso país, entretanto, uma grande parcela do gênero feminino está enveredando por um caminho sem volta: da criminalidade e especialmente do tráfico de drogas. As estatísticas mostram que nos anos 70 os crimes mais praticados pelas mulheres eram os Passionais, ou seja, eram aqueles ligados a questões sentimentais e afetivas como ciúmes e paixões entre parceiros.
Quatro décadas depois tudo mudou. As mulheres passaram a ter os mesmos direitos civis. Nenhuma delas perde a “honra” quando deixa de ser virgem nem os seus parceiros são inocentados quando as matam para se vingar de uma traição. O romantismo tão escasso dentre os seres do sexo masculino também deixou de ser a única motivação para que o sexo frágil freqüentasse os cárceres. Segundo dados fornecidos pelo Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça – DEPEN, cerca de vinte e oito mil mulheres cumprem pena em todo o país, ou seja, 5 a 6% do total de presos no Brasil, que somam atualmente mais de quatrocentos e vinte mil.
Os direitos são também aparentemente iguais no mundo da criminalidade, pelo menos, na prática dos delitos, pois estudiosos do assunto alegam que na hora da negociação para se livrar da cadeia as mulheres acabam levando desvantagem em razão do menor poder aquisitivo e da possibilidade de retaliação. “O fato das mulheres ocuparem posições subalternas ou menos importante na estrutura do tráfico, por exemplo, tendo poucos recursos para “negociar sua liberdade” quando capturadas pela polícia, sem condições para a contratação de um defensor, contribuiu para se "explicar" ou tentar "justificar" parcialmente este aumento e conseqüente mudança”, alega Elizabeth Misciasci
O aumento de mulheres presas na última década se deu pelo grande número de condenações por posse, uso e tráfico de drogas. O perfil das presidiárias foi mudando. Hoje, as mulheres criminosas são capazes de cometer os mesmos tipos de crimes que praticam os seus companheiros.
Das quase 30 mil presidiárias brasileiras, mais de dez mil estão presas por tráfico de drogas. Quase 80% delas têm o mesmo perfil: são jovens, bonitas e de classe média, segundo estatística que faz parte de um levantamento conjunto da Polícia Federal, Departamento de Narcóticos de São Paulo e Ministério das Relações Exteriores. Esse perfil comprova uma nova realidade: Essas mulheres enveredam para a criminalidade em busca de conseguir dinheiro fácil e pela credibilidade na hora do embarque, já que em geral os policiais e fiscais são pessoas do sexo masculino, e que de forma cavalheira, acabam relaxando nas vistorias das bagagens daquelas que nos acostumamos a considerar “sexo frágil”. A acomodação dessas criminosas é mais um problema para os governantes, pois exigirá a construção de novos presídios com estrutura adequada às necessidades femininas, além do mais será mais um fator relevante para a desestruturação da entidade família, pois, o que esperar de uma criança cuja figura materna está ligada a crimes tão hediondos como o tráfico de drogas? Que resposta terão as feministas de plantão? Conseqüência dos direitos iguais ou da desigualdade de direitos entre homens e mulheres? Talvez se homens e mulheres tivessem direitos e obrigações realmente iguais, sem considerar que procedimentos iguais fossem por um dos gêneros considerados constrangimento, não teríamos mais um grande problema social.


*F. LOPES é professor, pedagogo, acadêmico de Letras e membro da Academia Laranjalense de Letras. (E-mail: f.lopes.vj@bol.com.br).

FIQUE POR DENTRO

AS CURTINHAS DO MÊS DE JULHO PUBLICADAS NO VALE DO JARI - COLUNA FIQUE POR DENTRO

Por F. LOPES*


1ª GINCANA AMBIENTAL
A 1ª Gincana Ambiental de Laranjal do Jari obteve sucesso de público e participação. Parabéns aos organizadores pela brilhante iniciativa. Infelizmente somos obrigados a observar as falhas existentes no regulamento das competições. A modalidade redação Ambiental, por exemplo, apresentou diversas omissões quanto aos critérios para avaliação e no geral também houve falhas graves que precisam ser corrigidas nas próximas edições.

HIPOCRISIA NA IMPRENSA: SEJA JORNAL OU RÁDIO
Outro dia ouvi um radialista criticando os jornais sob a argumentação de que os veículos impressos resumem suas atividades ao ato de publicar releases entregues pelas assessorias dos governos. Quanta ironia! Até parece que as rádios estão isentas dos conchavos políticos! É pura hipocrisia se falar de liberdade de imprensa em rádios que pertencem a grupos políticos. Se existe um assunto que tenho respaldo para discutir chama-se autonomia e liberdade de imprensa, pois para discutir comigo tem que ser mais justo e mais honesto do que eu. Posso até estar errado, mas jamais contrariei minha filosofia de vida para me dar bem com governantes. Jamais também tive o hábito de cuspir no prato que como. Conheço gente que cresceu nas rádios piratas e assim que conseguiu um lugar numa emissora regularizada passou a perseguir os ex-companheiros. É uma vergonha. Quem tem o telhado de vidro não joga pedra no dos outros!

COORDENADORIA DA IGUALDADE SOCIAL: AVANÇO OU RETROCESSO?
Depois da Coordenadoria da Mulher, Laranjal do Jari ganhou a Coordenadoria da Igualdade Racial. Sempre me posicionei contra qualquer ação que venha segregar a nossa sociedade. Numa atitude aparentemente solidária e humana, estamos separando as pessoas conforme o sexo, a cor da pele e a idade. Depois criamos as secretarias e coordenadorias que no fundo funcionam como novos cabides de emprego e redutos eleitorais. Se continuarmos com essa filosofia não vai demorar muito para ser criada uma entidade para defender os macérrimos, obesos, bonitos, feios e por aí vai...

SEGURANÇA PÚBLICA EM LARANJAL
Apesar de os números oficiais apontarem a redução da violência e criminalidade em Laranjal do Jari, o fato é que a sensação de insegurança nos cidadãos laranjalenses cresce assustadoramente, pois são corriqueiros os assaltos em lugares da cidade antes considerados tranqüilos. Os celulares são os objetos de desejo dos delinqüentes. A incoerência entre os dados oficiais e a realidade pode estar ligada ao fato de que a maioria das vítimas não faz o registro de ocorrência na Delegacia de Polícia, logo o grande número de furtos e assaltos está à margem das estatísticas dos governantes. O B.O.pode não culminar com a prisão dos marginais, mas pelo menos aumentará os números oficiais! Denuncie os crimes e se você for a vítima, registre o B.O.

CEA: OS JANTARES À LUZ DE VELAS VÃO CONTINUAR!
Não adianta os governantes do Amapá tentarem encobrir a realidade: a CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá) é uma empresa falida. A estatal já conquistou um espaço cativo aqui na minha coluna, pois em todas as edições eu sou obrigado a denunciar os blecautes e racionamentos ocorridos em Laranjal e Vitória do Jari. O interessante é que em todos os períodos de racionamentos os telefones da empresa também ficam inativos! Seria uma forma de evitar as reclamações dos consumidores?! Tudo isso tem ocorrido num período pré-eleitoral, imagina como será depois das eleições!!!